VILLAGGIO GRANDO NO JORNAL NOTÍCIAS DO DIA (12/11/15)

Reajuste fiscal, importações em queda e o preço do dólar em constante subida. Essa combinação de elementos pode estar tirando o sono de muitos brasileiros neste momento, mas tem quem esteja comemorando – e comemorando com um espumante ou vinho produzido na serra catarinense. Ao mesmo tempo em que a alta do dólar – oscilando perto de R$ 4 – virou assunto à mesa, as garrafas de bebidas importadas saíram de cena para dar espaço, cada vez mais, a produtos produzidos aqui.

O Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), estima que só no último semestre a venda de garrafas nacionais foi 10% superior se comparada ao mesmo período do ano passado em todo o país. Os espumantes foram os que mais saíram das adegas para a mão dos clientes, mais de 20%. Na mesma ascendência, todas as bebidas produzidas em vinícolas – do tradicional vinho tinto ao suco de uva – tiveram sua parcela para o mercado estar tão promissor em um ano, teoricamente, tão difícil para a economia.

Em Santa Catarina, segundo estado produtor de vinhos do Brasil, o cenário impulsionou as vendas ainda mais. “Na qualidade, a gente sempre esteve competitivo e, nesse ano, tivemos um aumento porque os preços estavam equiparados com preços de fora. Estão dizendo que o crescimento do vinho será de 15% a 20%”, prevê o produtor Guilherme Grando, 30 anos. Além do dólar alto, outro fator pressionou para uma redução da entrada de rótulos importados. Um dos ajustes no orçamento, feito pelo o governo federal no segundo semestre de 2015, fez a taxa tributária total de uma garrafa importada passar de 75,88% para 77,78% enquanto que para um vinho nacional é de 54,73%, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação). Apesar dos números, argumenta Guilherme, nem sempre dá para fugir dos reajustes: “Hoje, só Mato Grosso e Distrito Federal têm incentivo fiscal. Em todos os outros estados e aqui mesmo dentro do estado, as taxas são quase as mesmas”. Além do próprio estado, Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal são os principais consumidores dos rótulos da vinícola catarinense.

Responsável pela vinícola da família, a Villagio Grando, no município de Água Doce, Guilherme é um dos produtores que têm visto na crise o momento certo para atrair clientes que não chegariam em outros tempos. Depois de ver brasileiros de outros Estados procurarem pelas bebidas produzidas na propriedade dele, resolveu se lançar pela tendência do e-commerce. A procura maior vem da tradicional maneira de se vender vinho: o face a face e uma taça para degustar o o produto dentro da vinícola. Para quem mora longe de Água Doce, no entanto – seja lá qual for o Estado brasileiro – a solução foi uma adega on-line. “A gente pegou o preço médio das lojas e criamos uma tabela. Tem cidades do Brasil que você vai pagar R$ 5, R$ 6 reais mais barato ou mais caro, dentro da média”, explica Guilherme.

Nacionais em alta

A venda de bebidas produzidas em vinícolas deu um salto em todo o país no ano de 2015. Só no último semestre, foram 10% de aumento com relação ao mesmo período do ano passado.

Crescimento de bebidas em geral: 7,2%

Espumantes: 20,4%

Vinhos finos: 7,5%

Vinho branco: 5%

Vinho tinto: 8%

(Fonte: Ibravin – Instituto Brasileiro do Vinho)

Imposto como aliado

Um dos ajustes no orçamento feito para o governo federal no segundo semestre de 2015 foi o possível segundo fator que impulsionou o consumo das bebidas nacionais. A taxa de PIS/Cofins para importados passou, a partir de 1º de outubro, de 9,25% para 11,75%. Com o aumento, a taxa tributária total que se tira do bolso para comprar uma garrafa importada passou de 75,88% para 77,78% enquanto que para um vinho nacional é de 54,73%. (Fonte: IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação)

De olho no exterior

O ganho de terreno com relação aos concorrentes importados, acredita Guilherme, pode ser uma chance de manter o mercado em alta mesmo depois da crise. “O espumante, principalmente, entrou em lugares que antes eram só os importados. Pela primeira vez a gente está tendo uma concorrência justa”, avalia o produtor.

Depois que a crise passar, uma das apostas da família é aproveitar o outro fator do comércio de vinhos: a inexistência de taxas para a exportação. “Estamos indo para locais onde o comércio é mais aberto para vinhos e com potenciais de gastronomia, como a China”, adianta.

As primeiras garrafas saíram de Itajaí em direção ao continente asiático em outubro de 2013. A família Schurmann, que está em sua quarta volta ao mundo a bordo da Expedição Oriente, carregou toda a adega do veleiro. Entre as garrafas levadas a bordo, está o Innominabile, primeiro vinho tinto do mundo a acompanhar uma expedição ao redor do planeta do início ao fim, percorrendo 30 mil milhas náuticas (cerca de 50 mil quilômetros), passando por quatro oceanos, 50 portos em 29 países de cinco continentes.

Rótulos com qualidade europeia

A geografia é um importante aliado catarinense na disputa por espaço no mercado de vinhos. É no Planalto e na Serra onde se encontram temperaturas semelhantes às dos tradicionais vinhedos de Portugal, Itália e do Sul da França. “As temperaturas durante o crescimento dos ramos e da maturação da uva são menores, o que faz com que ela cresce mais lenta e a videira armazene mais compostos importantes para a formação da uva”, explica o coordenador do Neuvin (Núcleo de Estudo da Uva e do Vinho) da UFSC, Aparecido Lima da Silva. Uma parceria que já dura quatro anos entre a UFSC, a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) e o Istituto Agrario di San Michele all’Adige, da Itália, tem monitorado a produção de vinho em diferentes regiões do Estado.

No projeto, quatro bases foram montadas: São Joaquim, Campos Novos, Tangará e Água Doce, na propriedade da família Grando. Nesses locais, explica o professor, funcionam unidades meteorológicos onde são registradas as características da região desde o plantio até a produção da bebida em si. “A nossa finalidade é determinar o terroir [vinhedo] catarinense ideal, para que os viticultores e produtores plantem a melhor qualidade e os melhores vinhos com preço competitivo, para que o vinho catarinense tenha futuro no mercado”, completa. Simultaneamente, os pesquisadores acompanham o cultivo de 36 variedades de uvas italianas. A cada 15 segundos, um sensor registra informações como temperatura, radiação solar e umidade do ambiente. No fim, é feita a média das condições a cada hora, dia, semana e todas as variações de cada estação. Um trabalho minucioso que permite mapear as melhores épocas para plantio, poda e maturação de cada tipo de uva – o resultado de cada detalhe, garante Silva, influencia diretamente o sabor.

Pratas da casa da família Grando

Merlot 2010, a primeira taça de vinho descartável

Tipo de uva: Merlot

Altitude: 1.300m

Época da colheita: Abril de 2010

Engarrafado: Dezembro de 2014

Número de 4.500m

Lote: único

 

Brut Rosé, a garrafa premiada

Tipo da uva: Pinot Noir e Merlot

Altitude: 1.300m

Época da colheita: Março de 2013

Engarrafado: Dezembro de 2013

Número de garrafas: 18.000m

Lote: único

Teor alcoólico: 11,8%

 

Prêmios:

– Medalha de prata na Safra 2010 – Miami Wine Fair

– Melhor Espumante nacional no Top Tem Expovinis

– Medalha de ouro no Concurso de Bruxelas 2013

ESCOLA INTERNACIONAL DE FLORIANÓPOLIS NO DIÁRIO CATARINENSE (07/12/15)

Matéria sobre as escolas internacionais de SC com destaque para a Escola Internacional de Florianópolis e a introdução da terceira língua no currículo.

ESCOLA INTERNACIONAL DE FLORIANÓPOLIS NO DIÁRIO CATARINENSE (07/12/15)

Matéria sobre as escolas internacionais de SC, com destaque a Escola Internacional de Florianópolis,

 

PRAIA DO ROSA NO PONTO A PONTO DO DIÁRIO CATARINENSE (22/12/15)

A Justiça Federal de Santa Catarina emitiu sentença impondo uma série de medidas por parte do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) para que oturismo de observação de baleias, proibido há dois anos, volte a ser liberado no Sul do Estado.

O juiz Rafael Selau Carmona mantém a suspensão das atividades até que o ICMBio comprove ter adotado uma série de medidas para proteção das baleias-francas e para fiscalização adequada das empresas que praticam a observação dos cetáceos com uso de embarcações, com ou sem motor.

A atividade pode trazer ganhos para todo oLitoral Sul, não só no retorno dos turistas na baixa temporada para as praias, de julho até outubro, quando as baleias visitam o Estado, como também pela pesquisa, atraindo especialistas na área.  De acordo com o presidente da Turismo Vida, Sol e Mar LTDA, Enrique Litman, um dos réus da ação e dono da empresa que atuava com o turismo de observação na região, a liberação veio como um presente para os empresários de Imbituba.

— É o início de uma vitória. Desde o início da proibição a Associação Empresarial de Criciúma envolveu-se na ação como entidade representativa dos empresários, afinal o turismo de observação de baleias embarcado é fonte de renda para diversas famílias que trabalham com o turismo, direta ou indiretamente, através dos visitantes de todo Brasil e do mundo que vêm visitar Santa Catarina para ver de perto as gigantes.

Confira trecho da decisão do juiz

Ante o exposto, RATIFICO EM PARTE a decisão antecipatória do evento 25 e JULGO PROCEDENTE O PEDIDO, com fundamento no art. 269, I, do Código de Processo Civil, para condenar o ICMBio a adotar, de forma permanente, as medidas administrativas necessárias para efetiva fiscalização do estrito cumprimento dos atos normativos que regulamentam a atividade de observação de baleias-francas com uso de embarcações, nos limites e zona de amortecimento da APA da Baleia Franca nos Municípios de Garopaba, Imbituba e Laguna, mediante a elaboração e implementação de plano de fiscalização que contemple a inspeção in loco e ostensiva das atividades nas embarcações durante as saídas. Mantenho a suspensão da atividade até que o ICMBio comprove nos autos a adoção das medidas administrativas necessárias para a efetiva fiscalização do estrito cumprimento dos atos normativos que regulamentam o turismo embarcado de observação de baleias-francas na região acima referida, mediante a elaboração e implementação de plano de fiscalização que contemple a inspeção in loco e ostensiva das atividades nas embarcações durante as saídas. 

Relembre o caso

No final da temporada de 2012, o Instituto Sea Shepherd, uma ONG de proteção dos mares, protocolou a primeira denúncia contra o turismo de observação de baleias-francas em Santa Catarina. Fotos de operadoras que realizam os passeios, mostrando visitantes tocando os animais com as mãos e com os pés foram usadas para convencer a Justiça de que havia prejuízo para a espécie, já que é determinada a distância de cem metros entre embarcação e baleias. A juíza responsável pelo caso entendeu que existiam falhas de gestão e proibiu esse tipo de turismo em Garopaba, Imbituba e Laguna.

Para reverter a decisão foi exigido estudo de impacto ambiental. A APA da Baleia Franca, Unidade de Conservação do ICMBio responsável pela proteção da baleia-franca, estima serem necessários quatro anos para realizar o levantamento. A APA tentou reverter a decisão, indicando o número crescente de baleias que vêm ao litoral  catarinense acasalar a cada temporada, mas a medida foi analisada duas vezes no Tribunal Regional Federal (TRF) em 2013 e a decisão de suspensão foi mantida.

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SUZIN E VILLAGGIO GRANDO NA COLUNA DO JOÃO LOMBARDO NO JORNAL NOTÍCIAS DO DIA (11/12/15)

Suzin Sauvignon Blanc 2013 – São Joaquim – SC
Cor palha clara, límpido, luminoso. Aromas cítricos, de frutas brancas, pera. Leve nota verde de ar de arruda, toque de pimenta branca. Boca fresca, acidez firme. (Santa Adega – R$ 52)
Villaggio Grando Sauvignon Blanc 2014 – Água Doce – SC Cor palha esverdeada, límpida. Aromas cítricos, limão siciliano, frutas brancas, pera madura. Paladar fresco, acidez firme. (Villaggio Grando – R$ 84)