Turismo embarcado de observação de baleias no litoral catarinense está liberado

A polêmica sobre a atividade chega ao final, depois de 4 anos de proibição da atividade em Santa Catarina

A ação civil pública contra o turismo embarcado para observação das baleias francas foi movida em novembro de 2012. Mas na última sexta-feira, 16 de setembro de 2016, o desembargador federal Fernando Quadros da Silva, relator do caso, concluiu que o plano de fiscalização proposto pela APABF e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), já homologado em primeira instância, atende de forma adequada às determinações da 1ª Vara Federal de Laguna.

“O plano em princípio cumpre com as determinações da sentença proferida nos autos da ação civil pública nº 50022364820124047216, podendo ser revisto conforme as normas e procedimentos, inclusive os expedidos pela Marinha do Brasil, partir dos processos continuados de monitoramento, bem como do diálogo com o Conselho Gestor da APABF, pesquisadores, gestores públicos, centros de pesquisa, universidades e operadores de turismo embarcado”, concluiu Quadros da Silva.

O plano de fiscalização da atividade foi uma condição imposta pelo magistrado em decisão protocolada no dia 18 de dezembro do ano passado para que o serviço pudesse voltar a ser oferecido. No plano exigido pela Justiça, o ICMBio precisa reforçar a fiscalização das operadoras que realizam os passeios para visualização das baleias-francas, que vêm ao litoral catarinense para se reproduzir e ter filhotes. Melhorias como a presença constante de um fiscal nas embarcações, diminuição na quantidade de barcos e saídas são algumas das alterações previstas no plano.

A 1ª Vara Federal de Laguna julgou procedente o pedido do Instituto Sea Shepherd Brasil e suspendeu o turismo embarcado liminarmente até a apresentação pelo ICMBio de um plano de fiscalização da área. O plano foi apresentado, aprovado e homologado, e a atividade está liberada.

Veja o que mudou no turismo de observação embarcado:

Monitoramento
É obrigatória a presença de monitor do ICMBio em cada embarcação. Por terra, a fiscalização será feita por servidores públicos com a parceria das prefeituras

Barcos e monitoramentos
Serão contratados dois monitores e está prevista a liberação de dois barcos para as operações. Caso uma terceira embarcação seja liberada, um terceiro monitor seria contratado. Cado barco só poderá sair com um monitor à bordo e duas vezes no máximo duas vezes por dia. Logo, o número máximo de passeios por dia será 6, desde que respeite a frequência por dia e por área.

Frequência de passeios
De 15 a 31 de agosto, serão realizados passeios em no máximo três dias por semana. Entre 1o de setembro e 31 de outubro, a frequência máxima será de quatro dias por semana, chegando até cinco em feriados. O intervalo entre a chegada de uma embarcação e saída de outra deve ter pelo menos três horas em cada baia.

Proposta de estudo de comportamento animal
Com a presença de uma pessoa do ICMBio em cada embarcação, será possível acompanhar de perto o comportamento do cetáceo, dando condições de aperfeiçoar o processo e as regras.

Distâncias mínimas
O ICMBio propõe que as operadoras ampliem a distância mínima do animal em 20% para desligamento e religamento do motor. Por precaução, esses limites passariam a ser de 120 metros e 60 metros, respectivamente. Os demais itens da portaria 117/96 continuam sendo utilizados como referência para a prática da atividade.

Entenda o caso


2012

No final daquela temporada, o Instituto SeaShepherd protocolou denúncia contra o turismo de observação de baleias. A juíza responsável pelo caso, Daniela Tocchetto Cavalheiro, entendeu que existiam falhas de gestão e proibiu esse tipo de turismo em Garopaba, Imbituba e Laguna.l Para reverter a decisão foi exigido estudo de impacto ambiental. O ICMBio, responsável pela proteção da baleia-franca, declarou que o levantamento levaria pelo menos quatro anos.

2013

A APA tentou reverter a decisão, mas a medida foi analisada duas vezes no Tribunal Regional Federal (TRF) em 2013 e a decisão de suspensão foi mantida.

2014

Em maio, a primeira audiência de conciliação reuniu ICMBio, Marinha do Brasil, Polícia Ambiental, Sea Shepherd e Ministério Público.

2015

Em dezembro, o juiz Rafael Selau Carmona, da 1a Vara Federal de Laguna, sentenciou que o turismo poderia ser retomado mediante a elaboração e implementação de plano de fiscalização que contemple a inspeção in loco e ostensiva das atividades nas embarcações durante as saídas.

2016

Em maio, o ICMBio concluiu o Plano de Normatização, Fiscalização e Controle da Atividade de Turismo Embarcado de Baleias (Tobe). O material foi analisado pelas operadoras de turismo, prefeituras, órgãos ambientais e demais envolvidos, e protocolado em Porto Alegre no dia 17/5 e em Laguna no dia 24.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou hoje  o recurso do Instituto Sea Shepherd Brasil no dia 16 de setembro de 2016, que pedia a suspensão do turismo de observação de baleias em embarcação na região da APA Baleia Franca (APABF), nos municípios de Garopaba, Imbituba e Laguna. Liberando a atividade na região.

 

Fontes: Diário Catarinense, TR4 e Gazeta do Povo

Confraria Feminina do Champagne de Florianópolis na Coluna da Luiza Gutierrez

A colunista Luiza Gutierrez do Jornal Notícias do Dia, trouxe nessa segunda-feira, 12 de setembro, uma nota sobre o último encontro da Confraria Feminina do Champagne de Florianópolis. Na ocasião, as confreiras degustaram o crémant da Borgonha, Louis Bouillot Rosé, durante o jantar comandando pelo Chef Alex Floyd em parceira com Sandra Stuart no Restaurante Quatro Estações. 

Revista South Star e o roteiro de inverno na Praia do Rosa

O festival enogastronômico Agosto Del Vino contou com a participação de jornalistas e influenciadores de todo o Sul do Brasil. Uma das participações no evento foi da Revista South Star, do Rio Grande do Sul. O editor Rafael Alencastro, carinhosamente mostrou um pouco sobre o roteiro que participou junto da TextoCom Assessoria, em parceria com a Evidência Press, na Famtrip de agosto 2016. Leia a matéria:

Agosto Del Vino Praia do Rosa no Caderno Geração E

A jornalista Roberta Fofonca do Caderno Geração E, do Jornal do Comércio, traz uma entrevista exclusiva com o sommelier da Concha y Toro, Eduadro Lopez, durante a participação no Agosto Del Vino Praia do Rosa. A TextoCom assessoria de imprensa traz a matéria na íntegra, confira:

Eduardo Lopez, sommelier da vinícola Concha y Toro, participou do Agosto del Vino, na Praia do Rosa

O marketing certo para o produto de qualidade

Presente em cerca de 147 países, a vinícola chilena Concha y Toro existe desde 1883 e é dela o rótulo do vinho do país mais vendido no mundo inteiro, o Casillero del Diablo. Exemplo de marca líder no mercado vitivinícola, teve 245 milhões de litros envasados em 2015. É dela também o vinho importado mais vendido no Brasil, o Reservado (segundo a Associação Brasileira de Supermercados). Sommelier da marca no Brasil, o paulista Eduardo Lopez, 49 anos, trabalha para a Concha y Toro desde 2000. Nesta entrevista, concedida no Agosto del Vino, na Praia do Rosa, ele conta o que está por trás do negócio.
GeraçãoE – Qual a principal ferramenta da marca para garantir a expansão?
Eduardo Lopez – A Concha y Toro tem um marketing muito forte e, quando falo marketing, é simplesmente uma ferramenta que enobrece as coisas positivas do produto que você tem. E o nosso é muito inteligente, baseado em pesquisas, não é um marketing de dedução. A Concha y Toro é uma especialista de mercado. Em cada mercado em que a gente está, a gente estuda e entende as necessidades, estratégias e caminhos.
GE – Como o produto se mantém forte?
Eduardo – Não existe uma mudança de estratégia hoje. Existe, sim, uma continuidade do trabalho, que é manter a qualidade que temos para manter nosso reconhecimento com o consumidor, procurar ter preços mais justos possíveis. Comparado a outros produtos do mercado, todas as linhas da Concha y Toro têm um preço bem adequado e competem com vinhos mais caros do que ela. A qualidade e o custo-benefício são filosofias da empresa.
GE – Como é a relação com o cliente da marca no Brasil?
Eduardo – O grande desafio é você conseguir trabalhar bem e crescer em um momento de crise. O que acontece hoje, no Brasil, é que as pessoas que bebem vinho, por uma dúvida, acabam correndo para uma marca consolidada e que tem crédito na vida deles. Você fala em Concha y Toro e em Casillero del Diablo, as pessoas já sabem a procedência, já beberam muito e dificilmente vão querer arriscar em uma coisa que não conhecem. Então, a vantagem que a gente tem é a força da nossa marca e o crédito que nós temos no mercado. O Reservado, por exemplo, um vinho da nossa segunda linha, é, há 11 anos, o vinho importado mais vendido do Brasil. Esse é o exemplo do crédito que eu mencionei.
GE – Casillero del Diablo é o vinho chileno mais vendido no mundo. Qual o segredo?
Eduardo – A linha Casillero representa 36% do faturamento da empresa. E é um vinho premium, um vinho reserva. Que empresa tem isso com um vinho deste nível? São sempre os vinhos mais baratos que ocupam este espaço todo. O Casillero é extremamente forte. Para que ele se mantenha assim, a gente tem sempre um trabalho com novidades, como a linha Devil’s Collection, que entrou no mercado há um ano e meio. Temos o Reserva Privada, que é um super premium da linha Casillero, e temos um super premium mais importante ainda que é o Leyenda, assinado como Casillero del Diablo. Mas a estratégia é a mesma de sempre – a gente cria produtos novos buscando tudo o que a gente tem de know how sobre cada um dos mercados.
Confira a página oficial do Caderno Geração E: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2016/08/ge/noticias/517040-o-marketing-certo-para-o-produto-de-qualidade.html